A nova extravagância de Barros e da Acim

Querem rebaixar linha férrea até Sarandi; via passa perto do Hospital da Criança, prometido para funcionar em 2018

Esqueçam o Trem Pé Vermelho (140 km entre Paiçandu e Londrina, anunciada no início dos anos 2000), o estacionamento subterrâneo na praça Raposo Tavares (prometida no final da década de 90), o funcionamento do Hospital da Criança (anunciado em novembro de 2017), as fábricas de helicópteros e aviões (confirmadíssimas nos anos 90 e na gestão Beto Richa). Houve quem acreditasse.

O secretário de Indústria, Comércio e Serviços do Paraná, Ricardo Barros (PP), agora, vai discutir mais uma veleidade – no fundo, uma aposta na falta de memória do eleitor, uma vez que é pré-candidato a senador em 2024, para substituir o senador Sergio Moro (União Brasil), cuja cassação de mandato é dada como certa.

Barros vai aparecer na sexta-feira no auditório da Sociedade Rural de Maringá, no parque de exposições, às 7h30, para apresentar a ideia de rebaixamento da linha férrea entre Maringá e Sarandi. Estará acompanhado do presidente da Acim, entidade cujos braços sempre lhe foram obedientes (vide o prometido polo aeronáutico), José Carlos Barbieri. Os nomes de Zé Dirceu e Zeca Dirceu (PT) não aparecem no convite encaminhado a autoridades locais.

Detalhes da nova extravagância, como custo e extensão do rebaixamento, ainda não são de conhecimento público. A ferrovia hoje é explorada pela Rumo, que pertence a Rubens Ometto Silveira Mello, bilionário do setor sucroalcooleiro, o maior doador de recursos para alguns candidatos escolhidos a dedos, como Ricardo Barros, que há anos tem entre seus funcionários um ex-diretor da Alcopar – Associação de Produtores de Bioenergia do Estado do Paraná.

O transporte de passageiros por ferrovia na região de Maringá acabou em 1979 e coube ao deputado federal licenciado e tesoureiro do PP nacional, na época prefeito da cidade, derrubar o prédio histórico da estação ferroviária de Maringá.

Foto: Google View