Inabilitada a única concorrente para construir Eixo Monumental de Maringá

Ulisses Maia e Ratinho Junior em 11 de agosto, quando R$ 20 milhões foram liberados para a obra

Obra pela qual a Prefeitura de Maringá está disposta a pagar até R$ 50.273.425,05, a requalificação dos espaços públicos do chamado Eixo Monumental realizou ontem a abertura dos envelopes; a concorrência teve apenas uma participante, que foi inabilitada. A empreiteira (Sial Construções Civis Ltda.) tem até segunda-feira para ingressar com recurso contra a comissão de licitação.

A construtora, que fez o terminal urbano de passageiros na gestão Carlos Roberto Pupin, obra que foi alvo de uma CPI na Câmara Municipal, foi inabilitada por não atender dois itens. A empresa não comprovou a capacidade técnico-profissional e de capacidade técnico-operacional de “Assentamento de placa maciça de base cimentícia intertravada com dimensões mínimas das peças de 30 x 30 cm” na quantidade mínima de 4.200 metros quadrados, tendo em vista que as certidões apresentadas pela empresa não possuem serviço equivalente ou superior ao exigido em edital; e não comprovou a capacidade técnico-profissional de “Execução e compactação de base e/ou sub-base para pavimentação de brita graduada simples tratada com cimento” na quantidade mínima de 2.400 metros quadrados, visto que o profissional detentor que comprova a execução do serviço pela empresa não está arrolado como responsável técnico.

O processo licitatório foi iniciado em 16 de agosto, cinco dias depois de o governador Carlos Massa Ratinho Junior ter vindo a Maringá para fazer o repasse, a fundo perdido, de R$ 20 milhões para a obra, um trecho de dois quilômetros que liga a praça da Catedral à Vila Olímpica. Os outros R$ 30 milhões da obra são da prefeitura.

Foto: Gilson Abreu/AEN