Câmara faz sessão para comunidade surda
A sessão de ontem da Câmara de Mandaguari foi especial, com os vereadores apresentando requerimentos e demandas e um professor surdo usando a tribuna para tratar do Setembro Azul, mês de visibilidade da comunidade surda.
O presidente do Legislativo, Alécio Bento da Silva Filho (PSD), lembrou do pioneirismo da Câmara na defesa dos direitos da comunidade surda. “Em fevereiro de 2021, logo no começo do meu novo mandato, apresentei o projeto de lei nº 001/2021 que instituiu a Língua Brasileira de Sinais (Libras) e a tradução simultânea dos trabalhos parlamentares nas sessões da Câmara Municipal de Mandaguari”, disse o vereador. “Criamos um novo portal para a Câmara, de perfil mais moderno e dinâmico, que incorporou ferramentas como uma ferramenta que possibilita ouvir as notícias, e ainda realizar a interpretação em Libras em todos os vídeos institucionais. Sem contar o curso de Libras para servidores e vereadores atenderem melhor a comunidade surda e obras no prédio do legislativo”.
Tribuna – O professor Alberto Bernardinelli fez uso da tribuna para explanar acerca de sua trajetória e a importância das Libras para a comunidade surda em referência ao Setembro Azul, mês da visibilidade da comunidade surda.
Berbardinelli afirmou que nasceu em São Paulo e que veio morar em Marialva quando tinha 6 meses. “Quando era pequeno, meus pais perceberam que eu era surdo. Minha mãe ficou muito preocupada, mas logo entrei em uma escola com língua de libras em Maringá”, afirmou. Ele relatou também que com a boa formação educacional que recebeu entrou na universidade, na qual fez graduação em Letras-Libras e em Administração de Empresas. “Tenho três pós-graduações e atualmente faço mestrado em educação. Sou professor de Libras na Universidade Estadual de Maringá”, completou. O docente fez uso da linguagem de Libras na tribuna auxiliado pela esposa, Josiane Bernardinelli, que fez a interpretação dos sinais para a língua portuguesa.
Sobre a comunidade surda, ele ressaltou que na sociedade os surdos sofrem com a discriminação. “É uma luta constante para termos nossos direitos reconhecidos. Na sociedade, o surdo sofre com a discriminação. Precisamos lutar para acabar com essas limitações”, alertou o professor. “A língua de sinais é composta por palavras, não por gestos. O surdo não fica apontando as coisas. Nós temos a tecnologia das Libras para compreendermos o mundo e nos comunicarmos com todos. É a nossa cultura, que precisa ser respeitada e valorizada”, exclamou Bernardinelli. (C/ Assessoria)
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