Dois maringaenses aparecem no mais recente escândalo da política e da justiça brasileiras. Documentos até então sob sigilo na 13ª vara de Curitiba revelam que Sérgio Moro corroborou um acordo de colaboração premiada que previa grampear, monitorar e levantar provas contra colegas da magistratura paranaense que tinham foro privilegiado e estavam fora, por força de lei, do alcance dele como juiz federal. A informação foi dada pela jornalista Daniela Lima, da Globo News.
Moro, que nega as acusações, teria feito em 2004 uma lista com 30 tarefas para que Tony Garcia, ex-deputado estadual condenado por fraude no caso do Consórcio Garibaldi, tivesse direito à redução de penas. Entre as tarefas, a de número 25, aparece o deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP), ex-líder de Jair Bolsonaro e atual secretário de Indústria, Comércio e Serviços do governo Ratinho Junior.
O “Caso Ricardo Barros” relata que era deputado, que havia acabado de se eleger deputado federal pela primeira vez e respondia a processo penal que teria sido “segurado” no Tribunal Regional Federal da 4ª Região, com sede em Porto Alegre (RS), a pedido do advogado Roberto Bertholdo. Anos depois Bertholdo foi indicado por Ricardo Barros para ocupar cargo de conselheiro da Itaipu Binacional.
PS – A Globo News teve acesso à transcrição da PF de conversa entre o ex-juiz Sergio Moro e um réu dele, o ex-delator Tony Garcia.
O Conexão teve acesso à transcrição da PF de conversa entre o ex-juiz Sergio Moro e um réu dele, o ex-delator Tony Garcia. Como revelou @DanielaLima_, Garcia acusa Moro de usá-lo para investigar desembargadores, juízes e ministros do STJ. Confira detalhes.
— GloboNews (@GloboNews) September 29, 2023
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Confira a reportagem exibida ontem na Globo News.