O Solucionador tem lojas interditadas
Três lojas da empresa O Solucionador foram interditadas por 30 dias em uma operação do Procon realizada na manhã desta sexta-feira em Curitiba e Foz do Iguaçu. A empresa oferece serviços de negociação de dívidas.
A operação foi realizada pelo Procon de São José dos Pinhais, da Região Metropolitana de Curitiba, com apoio da Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor, segundo o G1.
As interdições ocorreram a partir de liminar administrativa emitida pelo Procon, que alega que as lojas cometem práticas abusivas contra os clientes. Segundo o órgão, as lojas recomendavam que as vítimas parassem de pagar parcelas de financiamentos para tentar forçar negociação de dívidas com bancos.
A Delegacia de Crimes Contra a Economia e Proteção ao Consumidor disse que dois inquéritos policiais investigam a empresa O Solucionador, que atua em diversas cidades do Paraná, por induzir o consumidor ao erro e também pode ser investigada por estelionato.
Em Maringá – O Solucionador, que patrocina alguns programas policiais na televisão de Maringá, teve sua loja local multada em 7 de julho pelo Procon pela mesma razão. Um processo administrativo foi aberto depois que verificou-se que a loja produzia publicidade enganosa, induzindo o consumidor ao erro.
Segundo o auto de multa, O Solucionador “exige vantagem manifestadamente excessiva em face do consumidor, prevalecendo da sua condição de hipervulnerabilidade (possuidor de dívidas), bem como deixa de prestar os serviços solicitados por este órgão em auto de notificação”. A multa aplicada foi de R$ 121.167,67 e a empresa foi orientada a comprovar a inclusão de uma cláusula de advertência em seus contratos de prestação de serviço, “de forma clara, precisa e destacada”, a informação de que os consumidores não devem deixar de quitar suas dívidas e que o atraso no pagamento de financiamento e operações financeiras poderá ocasionar processo legal de cobrança, busca e apreensão de bens móveis e inclusão do nome no cadastro dos programas de proteção de crédito. Obriga ainda O Solucionador a apresentar a lista de funcionários “especialistas” em renegociações de dívidas lotados na unidade de Maringá.
Foto: Victor Hugo Bittencourt/RPC
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