Maringá e as missões de Tony Garcia

O ex-deputado federal José Borba (MDB), ex-prefeito de Jandaia do Sul, e o deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP) ocupam as missões de números 21 e 25 supostamente dadas pelo senador Sergio Moro (União) ao empresário Antonio Celso Garcia, o Tony Garcia (do extinto Consórcio Garibaldi e que já foi candidato ao Senado).

É o que consta dos prints com as chamadas 30 missões de Tony Garcia, que seriam a condição exigida por Moro para que sua delação fosse aceita. Ligando os personagens citados está Maringá (Borba morou no mesmo prédio de Barros), na praça Kennedy. Os prints foram divulgados pelo jornalista Guga Noblat.

E há o quarto personagem, o advogado Roberto Bertholdo, que virou conselheiro de Itaipu indicado por Borba, que era líder da bancada federal paranaense, e advogava para o MDB e para os pepistas José Janene (londrinense falecido em 2010) e Ricardo Barros. Bertholdo, que foi dono de site de notícias em Curitiba, renunciou ao cargo de conselheiro em 2005, quando, depois de ficar foragido, foi preso pela PF, acusado de implantar escutas telefônicas para interceptar conversas do então juiz da 2ª Vara Federal de Curitiba, Sérgio Moro, e obter informações privilegiadas a respeito de processos envolvendo seus clientes.

Quinze anos depois Bertholdo teve o escritório alvo de mandado da Polícia Federal, apontado como lobista na área da saúde no governo do Rio. Era tido como eminência parda nos poucos meses em que Cida Borghetti Barros (PP) foi governadora, em 2018, quando seu marido deixou o Ministério da Saúde para disputar a reeleição para a Câmara Federal.

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