Ícone do site Angelo Rigon

Marteladas na B3 e na CCJ

A batida do martelo na B3 não teve testemunha legislativa

A decisão da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara de Maringá de arquivar o projeto enviado pelo Executivo que concedia mais 13 anos à Sanepar para explorar os serviços de água e esgoto da cidade sem necessidade de licitação, tem sido muito elogiada no meio político. O Legislativo marcou ponto ao dar um sinal de independência e de não entrar em algo que certamente seria questionado judicialmente.

De outro lado, a situação mostra que o deus nórdico Thor não é o dono do martelo que o prefeito Ulisses Maia (PSD) utilizou na sexta-feira no leilão na Bolsa de Valores de São Paulo, quando o consórcio Luz de Maringá venceu com proposta de R$ 821.791,92. Foi preciso um político de formação de centro-esquerda para que o sistema de iluminação pública da cidade deixasse de ser tarefa do poder público.

Mais do que isso, diz observador, foi o fato de que Maia foi à B3 acompanhado de grande comitiva, da qual faziam parte pessoas que estiveram politicamente contra ele, por exemplo, na reeleição, em 2020. E, last but not least, chama a atenção o fato de que não havia um vereador na caravana, nem mesmo o líder do prefeito no Legislativo, Alex Chaves (MDB).

Foto: Rafael Macri/PMM

Sair da versão mobile