Hamas e Israel: dupla terrorista

Assim como é impossível aplaudir a façanha do Hamas em decapitar crianças e adolescentes israelenses, arrastar outros para a condição de reféns e assassinar 1.400 inocentes, é igualmente repugnante o número de 5.791 palestinos assassinados na Faixa de Gaza, entre os quais 2.575 mulheres ou crianças.
Sem remontar à época de Abraão, genitor de Ismael, patriarca dos palestinos e igualmente genitor de Isaac, patriarca dos israelenses, basta levar em conta o ano de 1948, quando a ONU assinou a criação do Estado de Israel, indiferente ao destino dos palestinos que ali viviam e que foram forçados pelos EUA a se amontoarem na Faixa de Gaza e na Cisjordânia. Acontece que bem cedo os palestinos tiveram que sobreviver em meio a invasões de território pelos judeus, incentivados pelos governantes e sob a custódia do exército deles.
Reflitamos juntos. As barbáries praticadas pelo Hamas (dissidência palestina) no dia 7 em nada perdem aos crimes de guerra levados a efeito pelos ” parentes” deles, israelenses, notadamente obcecados por um suposto direito de defesa, que estaria dando suporte ao genocídio em andamento contra os cercados e indefesos civis da Faixa de Gaza. Eles já nem ouvem o clamor do bom senso por cessar fogo, que possibilitaria a libertação dos reféns em poder do Hamas. Agindo assim, os israelenses se nivelam a mesma e covarde matança de inocentes de que acusam o Hamas, até mesmo porque o número de vítimas por eles fabricadas já é muito superior às do inimigo.
A ajuda humanitária é importante. Viabilizar água e medicamentos aos civis de Gaza, tudo é indispensável , mas a prometida invasão por terra à pequena Faixa de Gaza, se confirmada, haverá de ser uma covarde sequência de execuções em massa a enlutar a história.
(*) Professor Tadeu França – Ex-deputado federal constituinte
Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
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