O filho pródigo

Paz entre pai e filho só na Bíblia mesmo

Em um enredo mais intrincado que novela mexicana, eis que surge o capítulo mais recente da saga política no Paraná: “O Filho Pródigo”. Uma cidadezinha paranaense se vê envolta em uma trama digna de escândalos e lágrimas.

O herdeiro político do respeitado vereador local decidiu trair o próprio sangue, lançando-se na corrida pelo mesmo cargo que o papai conquistou com tanto esforço. Mas não se enganem, caros leitores, a arrogância desse “pródigo” atinge níveis cósmicos. Ele jura, com a confiança de quem acredita que o sol gira ao seu redor, que será eleito tão facilmente quanto o velho.

No entanto, desculpem-me a sinceridade, mas não podemos ignorar que sua única vitória passada veio de uma eleição federal, onde o amado “filhinho” teve uma ajudinha valiosa do reduto político de seu pai, seus assessores e, acreditem, até da assessora que ele adora maltratar. Essa senhora, aliás, promete ser sua concorrente na próxima eleição. Um verdadeiro quebra-cabeça, não?

A guerra familiar atingiu um patamar de congelamento total. Pai e filho, antes inseparáveis, agora trocam apenas palavras necessárias, enquanto o patriarca lamenta por aí a traição do herdeiro ingrato. A ironia do destino? Ah, não podemos esquecer que o tal “pródigo” nem sequer mantém contato direto com o pai, mas não se acanha em enviar os boletos das contas para que o velho resolva.

Não adianta negar, meus caros, essa situação é tão triste quanto um final de novela que não termina com o casal principal juntinho. Preparem-se para os próximos capítulos dessa emocionante e, admitamos, um tanto quanto deprimente história de traição e política local. O que será que o destino reserva para esse drama digno de um Oscar?

Pode até ficar “bravinho”, saiba que Madame Savage está de olho, e diligente como sempre!