Inteligência Natural – IN

Neste tempo de Inteligência Artificial (IA), por mais paradoxal que possa parecer, é tempo de pensar sobre Inteligência Natural (IN).
A Inteligência Natural (IN) dá distinção ao homem, e se mostra algo tão espetacular que foi capaz de criar a própria Inteligência Artificial (IA), que agora dá distinção à máquina.
A IA, originária e decente direta da IN, chama a atenção e dá testemunho eloquente em favor da superioridade desta, do modo como a criatura evidencia o poder do seu criador.
Na iminência da IA tomar espaço cada vez maior no campo das atividades humanas, fazendo ameaças e gerando preocupação, não é demais fazer despertar o espírito para atentar sobre a relevância da IN que poderá ser, em alguns casos, até mesmo substituída, mas jamais posta de lado.
O homem não pode ser alijado de toda e qualquer ocupação, notadamente do seu processo evolutivo. Afinal, até mesmo para que evolua a IA terá que sujeitar-se ao exame da IN, que ainda se manterá soberana. Com efeito, somente a IN é capaz de criar e administrar fazendo crítica e reflexão, coisas que estão ou estarão longe do poder da IA.
Quem lê o livro O Óbvio que Ignoramos (Jacob Petry), notadamente na parte em que o autor relata o grande embate de xadrez que existiu entre o enxadrista Kasparov e o computador Deep Blue, dá pra ter uma percepção melhor sobre o embate entre a IN e a IA, dando destaque aos privilégios da primeira em detrimento da segunda.
Assim, antes de fomentar o medo e disseminar a preocupação quanto aos possíveis efeitos negativos da IA na sociedade pensadores, articulistas e estudiosos do tema deveriam, isto sim, criar mecanismos capazes de estimular e impulsionar o uso da IN para que, devidamente ativada, possa responder à altura os desafios que estão por vir.
Afinal, só pode temer a IA a IN estagnada.
(*) Lutero Pereira é advogado em Maringá
Imagem gerada com IA
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