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Londrinense é primeiro denunciado sob acusação de financiar ataques golpistas

Empresário é acusado pelo MPF de fretar 4 ônibus para o ataque à Brasília

O empresário londrinense Pedro Luis Kurunczi, tornou-se o primeiro denunciado sob a acusação de financiar os ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal no último dia 14.

Kurunczi, segundo apuração da Folha de S. Paulo, é acusado de fretar quatro ônibus que transportaram 108 passageiros a Brasília, parte dos quais participantes da intentona bolsonarista, além de organizar alguns dos grupos que atacaram as sedes dos três Poderes.

A denúncia de Kurunczi foi um dos últimos atos do subprocurador-geral Carlos Frederico Santos na função de coordenador do Grupo Estratégicos dos Atos Antidemocráticos. Nomeado por Augusto Aras, ex-procurador-geral da República, ele colocou o cargo à disposição ao novo PGR, Paulo Gonet. Sob a coordenação de Carlos Frederico, o grupo denunciou 1.413 pessoas, sendo 1.156 incitadores, 248 executores, 8 agentes públicos e 1 financiador.

O nome de Kurunczi já havia aparecido como réu nas ações civis públicas com pedido de indenização de dano moral coletivo movidas pela Advocacia-Geral da União  contra financiadores do 8 de janeiro –tanto em uma de fevereiro, em que foram pedidos R$ 20,7 milhões, quanto noutra de março no valor de R$ 100 milhões, bem como numa terceira, de janeiro, em que pede o bloqueio de bens de 52 pessoas, no valor de R$ 6,5 milhões.

Já segundo o DCM, Kurunczi é um empresário com participação em 10 Cadastros Nacionais de Pessoa Jurídica registrados junto à Receita Federal do Brasil, todos vinculados a Londrina. Sabe-se ainda que, dois desses CNPJs permanecem ativos: Laris Empreendimentos Ltda. e E.E.G.P. Escritório de Engenharia e Gestão de Projetos Ltda. O empresário também consta no relatório final da CPI do 8/1 na lista de financiadores dos ataques golpistas elaborada pela Abin. Ontem, em Maringá, o estabelecimento de um empresário que bancou caravanas para o golpe pegou fogo, rapidamente controlado pelo Corpo de Bombeiros.

Segundo o jornal Extra, Pedro Luis Kurunzi já foi condenado por crime contra a ordem tributária. Segundo a denúncia do Ministério Público Federal, o empresário declarou que uma de suas empresas em 2011 e 2012 teve receitas de R$ 2 milhões, enquanto a Receita Federal descobriu que os livros contábeis da empresa registravam R$ 14,5 milhões em notas fiscais. Pelo crime, já transitado e julgado, ele cumpriu dois anos de pena em regime aberto, que, segundo sua defesa, foi convertido em prestação de serviços à comunidade e multa. No total, foram sonegados mais de R$ 1,2 milhão em imposto de renda e tributações.

Foto: Reprodução

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