Academia de Letras de Maringá

Primeira composição da ALM, que deveira se chamar Alma

Em 2024 a Academia de Letras de Maringá completa 27 anos, uma evolução da antiga União dos Escritores (Uema). Eram na época 40 cadeiras, a maioria ocupada por gente com um trabalho respeitado, na área, como Antonio Facci, Tadeu França, Cônego Telles, Dari Pereira, A. A. de Assis, Osvaldo Reis (cujo legado, incluindo inéditos, encontra-se comigo), Arlene Justus, Cássia Arruda, Jeanette Knopp, Jorge Fregadolli, Pedro Aparecido de Paulo, Joel Cardoso e Ulisses Maia entre outros, jovens e experientes.

Incentivada por Túlio Vargas, político maringaense que já vivia em Curitiba e presidia a Academia Paranaense de Letras, a instituição deveria ser chamar, a exemplo das outras Academia Maringaense de Letras. A mudança foi sugerida por Osvaldo Reis e acatada pelos demais, já que Academia de Letras de Maringá formava uma nova palavra – Alma, mais poética e sonora. Raramente, porém, foi chamada assim, preferiram ALM.

“O que explica o fato de sermos justamente nós os primeiros membros desta Academia não é nenhuma pretensão de genialidade, nem é nenhum outro mérito senão o simples e gostoso prazer que sentimos em estar frequentemente juntos para conversar sobre literatura”, disse à época Osvaldo, autor de vários livros e tem com uma militância literária e política de muitos anos. Era tão diferente dos demais que foi o primeiro a deixar por vontade própria a academia (ou seja, deixou de ser imortal), descontente com os rumos que estava tomando. Faleceu em 8 de janeiro de 2017.

Foto: ALM