O médico ginecologista Felipe Sá Ferreira, que ficou preso de junho a dezembro do ano passado acusado de abusar sexualmente de cerca de 40 pacientes, continua regularmente filiado ao Partido Novo de Maringá.
Há mais de 6 meses (204 dias) a executiva municipal da sigla divulgou nota de cinco parágrafos, sem citar o nome do filiado, em que dizia ter acionado seu comitê de ética “tão logo os fatos foram tornados públicos” e instaurou processo de expulsão e “liminar imediata suspensão da filiação do denunciado”. A nota não foi divulgada em nenhum dos canais de comunicação da sigla nem encaminhada à imprensa, somente ao site Diário de Maringá; outros veículos tentaram e não tiveram resposta.
Como se percebe em certidão emitida hoje às 12h09 pela Justiça Eleitoral, ao contrário do que a nota do Partido Novo informou, ele não foi suspenso à época e sua filiação está regular. Em 2022 Felipe Sá foi candidato a deputado federal e fez 2.422 votos. Hoje faz 209 dias que o médico foi preso.
O documento, informa o site do TSe, é dotado de presunção apenas relativa de veracidade. ” A regularidade de filiação partidária é aferida com base em lançamento feito sob responsabilidade do partido político no sistema FILIA e considera informações sobre o gozo de direitos políticos extraídas do Cadastro Eleitoral na data desta certidão. O teor desta certidão não exclui a possibilidade de existirem situações de suspensão ou de restabelecimento de direitos políticos ainda não informadas à Justiça Eleitoral ou em trâmite para lançamento, e que devem ter considerados seus efeitos sobre a filiação partidária com base na data da ocorrência”.
Nova executiva – A vigência da atual executiva do Partido Novo em Maringá, termina em 26 de fevereiro. Deverá haver mudança, para possibilitar novas filiações, um pessoal que está deixando o Republicanos.
Uma curiosidade: a executiva municipal, formada por seis homens, existe desde 26 de fevereiro do ano passado e, de acordo com a certidão da Justiça Eleitoral, tem dois presidentes: Henrique Dias e Tiago de Aquino Martines.