Após revelação, Novo corre para não ficar conhecido como o ‘partido do estuprador’

À esq., certidão emitida às 12h09; à dir., às 22h08: neste período houve lançamento de desfiliação

Somente ontem, após a divulgação de que o médico ginecologista Felipe Sá Ferreira, que foi preso em junho do ano passado acusado de assediar cerca de 40 pacientes, continuava filiado ao Partido Novo de Maringá, é que a sigla fez no sistema do Tribunal Superior Eleitoral o lançamento de desfiliação, “com pendência de comunicação à Justiça Eleitoral”. Quando o médico, que foi candidato a deputado federal em 2022, foi detido, o partido demorou cinco dias para informar que ele havia sido suspenso e iria ser expulso. Isso faz 205 dias.

O Partido Novo deve mudar sua executiva municipal no final de fevereiro e a permanência como filiado do ginecologista estava afastando pessoas convidadas a integrar o Novo, como nos bastidores era chamado de “partido do estuprador”. Num dos casos de abuso relatados, ele foi acusado de hipnotizar paciente para cometer estupro. Originalmente, depois de disputar a eleição para deputado, Felipe Sá Ferreira seria candidato a vereador de Maringá, este ano.

Ele foi preso há 210 dias e logo após o Partido Novo divulgou que havia tomado as medidas assim que soube do ocorrido. Se a filiação não tivesse sido divulgada, ele poderá permanecer e eventualmente ser candidato em outubro. Oficialmente a sigla não divulgou nenhum posicionamento a respeito; houve um comunicado não assinado, dirigido ao site O Diário de Maringá.