“Existe uma discussão delicada que é qual a qualidade dos médicos que estamos formando. Eu considero uma tragédia a formação de muitos hoje no Brasil em diversas universidades privadas. Temos unidades formando profissionais sem ter nenhum hospital de base para treiná-los”. A opinião é de Margareth Dalcolmo, pesquisadora da Fiocruz, membro da Academia Nacional de Medicina e presidente da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia
Em entrevista a Bernardo Yoneshigue, em O Globo, a embaixadora da vacinação no Brasil, criticou a abertura de novos cursos de Medicina, autorizados no final do ano passado, proibição vigente desde 2018. Em 2023, o Brasil chegou a inéditos 562.229 profissionais, mais que o dobro em relação ao contingente de 2010, embora a população tenha crescido somente por volta de 27%.
A pesquisa Demografia Médica no Brasil revela ainda uma proporção de 2,6 profissionais a cada mil habitantes. A taxa, porém, ainda não chegou à meta de 3,3 do Ministério da Saúde, média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. O que torna o cenário complexo: o aumento de médicos, e abertura de novos cursos, aproxima o país desse objetivo, mas é sido acompanhado de críticas à qualidade das novas escolas de graduação. Leia mais.
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