Dias Toffoli desce a ladeira

De Carlos Andreazza, em O Globo:
Não haverá precedentes ao grau de ingenuidade de quem acreditar que J&F e Odebrecht voltarão a pagar as multas conforme contratado em seus acordos de leniência. A inexistência de prazo para as revisões não deixa dúvida. A suspensão é anistia. No horizonte próximo: a anistia geral.
(E será o caso de perguntar por onde vai a indignação de Fernando Haddad ante decisão judicial que lhe derrubou a arrecadação. Já se mobiliza a Advocacia-Geral da União?)
Dias Toffoli, monocrata de causas CNPJ, anistiou as empresas, retirada a grade — não a que protegia o STF depois do 8 de Janeiro — para que outras vítimas do “pau de arara do século XXI”, oprimidos como Emílio Odebrecht, reivindiquem a formalização do pagamento interrompido. A Odebrecht pediu em janeiro. Levaria em fevereiro. A J&F levara em dezembro.
(E será o caso de ainda tentar entender — hein, ministro Fachin? — de que forma, exotismo regimental assegurado, Dias Toffoli se tornou relator da Spoofing, desde onde se expandiria, aplicando os efeitos anulantes extraídos de um lavajatismo curitibano universal, como relatorzão capaz de decidir, institucionalizado o uso de diálogos obtidos ilegalmente, até na Greenfield.) Leia mais.
Foto: Antonio Augusto/STF
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