Ícone do site Angelo Rigon

Observe a escola brasileira

Vale a pena conhecer as diretrizes da Conae 2024, a exemplo da flexibilização do ensino médio ou dos 10% do PIB para a educação, mas é preciso participar e fiscalizar os debates

Agora, pergunte a você mesmo se existe país desenvolvido que não tenha priorizado a educação, viabilizado escolas bem cuidadas, aparelhadas tecnologicamente, professores e funcionários remunerados dignamente. Uma vez inauguradas, nossas escolas são relegadas ao abandono, da pré- escola ao ensino superior.

Se os recursos constitucionais previstos para a educação não fossem manipulados, a Escola Brasileira estaria na vanguarda entre as melhores do mundo.

E por falar em educação, você já ouviu algo a respeito da Conae 2024 (Conferência Nacional da Educação)? Não? Mas segundo o Fórum Nacional de Educação, as propostas da Conae 2024 já foram debatidas nas esferas municipal, distrital e estadual, mas pelo jeito, a comunidade educacional brasileira não foi de fato instada a dela participar.

Da Conae 2024, fazem parte propostas interessantes, tais como a universalização da pré- escola a partir dos 4 anos de idade, o ensino fundamental de 09 anos, a garantia da educação até os 17 anos com a vertente técnico-profissionalizante em nome da implantação do custo- aluno com qualidade. Entretanto, não basta o discurso. É necessário investir em nossa maior riqueza: as crianças e os jovens do Brasil.

No passado, a China era um país miserável e é hoje uma potência de primeira grandeza, porque priorizou investimentos na formação das crianças e adolescentes. Aqui, a nossa juventude vive a angústia da falta de perspectivas e do crônico desemprego.

Vale a pena conhecer as diretrizes da Conae 2024, a exemplo da flexibilização do ensino médio ou dos 10 por cento do PIB para a educação, mas é preciso participar e fiscalizar os debates, para que a nova Lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional seja uma alavanca eficaz para toda a comunidade educacional de que fazem parte os estudantes e os familiares deles, os professores e os funcionários.

Finalmente, a educação brasileira não merece o rótulo de ser ruim


(*) Tadeu França
professor universitário e ex- deputado federal constituinte

Foto: Divulgação

Sair da versão mobile