O ‘mala faia’


Confessou que havia em gestação duas minutas do golpe, uma para decretar estado de sítio e outra estado de defesa
Nos anos 60, em Eldorado (SP), onde nasceu um ex-ocupante da cadeira de presidente da República, os menos letrados conjugavam o verbo falhar assim: eu ‘faio’, ele ‘faia’ (…). Mala, segundo o dicionário informal, é indivíduo inconveniente, inoportuno, maçante, enfadonho, sem graça.
A propósito, não querendo fazer trocadilho infame como ele costuma fazer, no evento promovido pelo pastor/político cujo sobrenome lembra o título, podemos dizer que ao discursar ‘o mala faia’, embora a esposa diga que tenha muita fé e como diz uma música de Gilberto Gil a fé não costuma faiá.
Confessou que havia em gestação duas minutas do golpe, uma para decretar estado de sítio e outra estado de defesa. O estado de defesa é restrito e dirigido a locais determinados, enquanto o de sítio é amplo, de âmbito nacional, e se dá em situações mais graves. O decreto presidencial, no estado de defesa, deve indicar os locais determinados em que incidirá. O de sítio, por ser nacional, não conta com tal obrigatoriedade. Faça-me favor, diria ele. Golpe com instrumentos constitucionais? O local do estado de defesa seria num órgão, o TSE e o estado de sítio em todo o território nacional e a razão para isso seria impedir a posse do presidente eleito (só o presidente), anulando a eleição. Isso não é golpe ?Claro, mais uma prova que a tentativa do golpe, que só não foi adiante porque o comandante do exército não aceitou. E concluo que dizer que Bolsonaro é um mala, é uma forma mais suave de se referir a indivíduo inconveniente, inoportuno, maçante, enfadonho, sem graça, que só por uma c*g*da, chegou à cadeira da presidência.
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