Radar móvel do DER-PR dá o que falar

Viatura do Departamento de Estradas de Rodagem nas proximidades da Passarela da Moda, na PR-317: muito motorista está sendo multado em local onde não há justificativas

Um radar móvel na PR-317, Maringá sentido Aeroporto Regional Silvio Name Junior, logo após uma rotatória (onde se encontra o Marco de Capricórnio) e antes da Passarela da Moda, está provocando dezenas de multas a motoristas. Por se tratar de rota para o aeroporto e a movimentada saída para Campo Mourão, o radar do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná está resultado sendo chamado de indústria de multa, e vários motoristas relatam o risco da perda da carteira.

O local, com placa de velocidade máxima de 60 km, sem travessia de pedestres (há a passarela, que leva o nome de José Alves, empresário do setor de confecções que foi morto ao atravessar a rodovia) e sem cruzamento de veículos (apenas a aproximação da avenida Pinguim) e com pista de aceleração, não justifica a permanência constante de um radar móvel. O assunto foi tratado no programa RCC News 7h de hoje (confira ao final) e constatou-se muita reclamação de motoristas que receberam multas naquele trecho da rodovia. O radar móvel costuma ser colocado 400 metros antes da viatura do DER-PR, vista às vezes com uma viatura da Polícia Rodoviária.

Para muitos motoristas, trata-se de uma armadilha do governo do estado, objetivando apenas arrecadação, disfarçada de fiscalização. Motoristas contam que receberam a multa e o aviso da habilitação cassada, uma vez que ser flagrado acima de 50% do limite da via – no caso daquela rodovia de pista dupla, 90 km/h são suficientes para a cassação da CNH.

Uma das sugestões feitas pelos ouvintes é para que deputados requeiram do DER-PR um relatório detalhado, mostrando quais seriam os números de cassação de CNHs, o número de multas naquele ponto da PR-317 e o que justifica a escolha do local. “Será que é um problema de educação do motorista? Ou deficiência de medidas para diminuir a velocidade do condutor?”, perguntou um deles. Ao longo dos meses nada mudou naquele trecho, não foi colocada nenhuma placa a mais nem sinalização para alertar e educar o motorista eventualmente imprudente. A passarela foi construída, no governo Requião, justamente para proteger os pedestres que circulam pela região e as pistas são divididas por alambrado, também como forma de segurança.

Apesar de alguns cones colocados ao lado da viatura, motoristas e trabalhadores dizem que ela fica “camuflada” para a maioria dos que passam por ali, e que raramente há apoio da Polícia Rodoviária Federal. Se o motivo é salvar vidas, ficou claro o questionamento feito durante a discussão do assunto no programa da Jovem Pan: quais foram as ações tomadas para corrigir e diminuir a velocidade e quais as ações educativas e de sinalização foram feitas naquele trecho?

A Passarela da Moda foi construída justamente por causa do perigo que a via representava aos pedestres
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