Um retrato nu e cru

Prepare-se para a dura realidade que enfrenta um estudante da Universidade Estadual de Maringá

O parente de um aluno da Universidade Estadual de Maringá ouviu um monte sobre as condições da instituição. Siga o fio:

1) À noite é impossível ter tranquilidade no caminho para o setor de Humanas da UEM, muito assalto. 2) Os edifícios estão em situação de abandono, e o de Direito é o melhorzinho. Mas uma sala tem um buraco no forro com ninho de pomba (segundo ele na 8ª geração) e que suja a sala com fezes tornando-a insuportável pelo cheiro. 3) Há banheiros com privadas quebradas, falta de papel higiênico, falta de torneiras.

Continuando: 4) Os edifícios parados e em construção estão prontos para serem demolidos por conta do comprometimento da estrutura inacabada. 5) Os edifícios pré-fabricados da época da inauguração da UEM (anos 1970) são ainda os melhores em situação de uso.

Isso sem contar que o campus da UEM Ivaiporã ficou anos sem pagar água e luz do ginásio Sapecão e do estádio municipal cedido pela prefeitura, que foi obrigada a acionar a execução do contrato de cessão pois não deram manutenção para os dois locais e a prefeitura solicitou a reversão dos imóveis.

O mesmo estudante disse ao parente que pensa em ir para uma faculdade privada caso não consigam influenciar a melhora pelo centro acadêmico e luta estudantil. E, last but not least: os noiados ficam na entrada do fundo da UEM para fazer os assaltos. De noite e quando ameaça chuva muitos não vão pois estão certos de que a energia elétrica vai cair e demorará para religar.

Foto: Arquivo

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