Barros diz que não resolveu questão do lixo por causa de ‘movimentação’ católica

Ex-prefeito quis instalar incinerador de lixo e enfrentou reação da sociedade, que saiu às ruas; ele disse que o problema não foi resolvido porque houve uma movimentação “de maneira lamentável” da Igreja Católica. Imagens acima mostram a logo da reação popular e “cinzas” do incinerador como presente de Natal de 2011

O ex-prefeito Silvio Barros II (PP) responsabilizou, de forma enviesada, a Igreja Católica de Maringá pelo fato de ele não ter resolvido a questão do lixo nos oito anos em que permaneceu no Executivo. “Houve uma movimentação, inclusive, de maneira lamentável, da Igreja Católica, para que o problema não fosse resolvido”, disse ele a Gilmar Ferreira, durante entrevista ontem na TV Diário.

Perguntado se a Igreja Católica era então culpada, o pepista disse: “Eu não estou dizendo que a Igreja Católica era culpada, mas se você procurar você vai encontrar os documentos da Cúria Diocesana se contrapondo às propostas que a gente estava fazendo em relação ao lixo”. Durante suas gestões ele tratou o tema apresentando diferentes e polêmicas supostas soluções, como a instalação de um incinerador de lixo, considerada por especialistas uma proposta absurda, com a queima de resíduos residenciais com efeitos diretos na saúde da população e poluindo o ar.

Entidades e representantes da sociedade foram às ruas contra a ideia, sendo inclusive monitorados por seguranças. O movimento gerou uma reação grande da comunidade, nos anos 2011/2012, e conseguiu-se barrar a proposta do incinerador.

Outra proposta do ex-prefeito foi o Biopuster, tecnologia que recebeu recursos públicos e não emplacou, deixando muita gente humilde em dificuldades. Cinco anos após deixar a prefeitura, SB II chegou a ser multado pelo Tribunal de Contas do Estado do Paraná por  por falhas em licitação para gestão do lixo.

Fotos: Arquivo