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Ratinho reúne bancada do PL

Governador fecha acordo com o Partido Liberal e deve apoiar Delegado Jacovós em Maringá e Paulo Martins na eleição suplementar para o Senado

O governador Carlos Massa Ratinho Junior (PSD) vai reunir a bancada federal do Partido Liberal na segunda-feira e anunciar termos acordados com o ex-presidente inelegível Jair Bolsonaro (PL). Uma delas é que ele apoiará Paulo Martins para o Senado, na eleição suplementar para a vaga a ser aberta com a aguardada cassação de Sergio Moro (União Brasil).

Em Curitiba, a pacificação: Eduardo Pimentel terá vice do PL. Em Ponta Grossa, Marcelo Rangel será o nome do PL, que havia filiado a prefeita Elizabeth, ex-aliado dos irmãos Alex e Marcelo, e que por sua vez deve entrar no União Brasil. Em Maringá o Delegado Jacovós mantém a pré-candidatura e pode receber como bônus uma visita do ex-presidente, se na época da eleição ainda estiver solto.

O Blog Politicamente disse que, além do governador Ratinho Junior, o prefeito Ulisses Maia (PSD) apoiará Jacovós, o que contraria tudo o que foi feito até agora em torno do vice-prefeito Edson Scabora (MDB). A união dos dois partidos pode se repetir em outras cidades, como Londrina, onde o deputado estadual Tiago Amaral (PSD) deverá ser o candidato.

Ainda de acordo com o blog, “a jogada política engendrada por Ratinho com o “talquei” de Bolsonaro não agradou em nada o mandachuva do PP, Ricardo Barros — que pode ver o governador tomar dele a pecha de maior articulador e estrategista do Estado. Praticamente todos os acordos firmados em Brasília têm potencial para jogar água no chope dos Barros. “O Blog Politicamente já havia mostrado que o PP afiava as lanças para encarar os candidatos do Palácio Iguaçu, mas a resposta foi à altura. E o tiro de misericórdia pode ser em Maringá. É hora, não só dos Barros, rever a estratégia política nas grandes cidades do Paraná. Ratinho movimentou suas peças e ameaça o rei de muitas legendas”.

Fosse a política uma ciência exata, mesmo assim haveria quem recomendasse paciência, pois nela as coisas muito. De qualquer forma, não deixa de ser um aviso do patrão (Ratinho) para o subalterno (Barros) e o motivo que faltava para a ausência de Silvio Barros II da eleição.

Foto: Jonathan Campos/AEN

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