O fiel da balança

Anderson Fogaça (foto), desembargador do TRE-PR apontado como o voto decisivo pela cassação ou não do mandato do senador Sergio Moro (União Brasil), nascido em Maringá, começou a vida profissional em Ponta Grossa, terra do pai de Moro, e assim como o ex-juiz federal formou-se em Direito pela UEM, tendo atuado como juiz em Sarandi

O desembargador Anderson Fogaça, considerado o fiel da balança no julgamento que ameaça o mandato de Sergio Moro, marcado para a segunda-feira no Tribunal Regional Eleitoral do Paraná, iniciou a vida profissional em Ponta Grossa, terra natal do professor Dalton Aureo Moro (1943-2005), pai do senador. Formado pela UEM, ele foi juiz substituto em Sarandi.

Dalton Aureo Moro se formou em Geografia pela Universidade Estadual de Ponta Grossa, veio para Maringá em 1966 e tornou-se professor de Geografia no Colégio Estadual Papa João XXIII (hoje, 4º Colégio da Polícia Militar, na avenida Monteiro Lobato, Zona 8, e do Colégio Estadual Dr. Gastão Vidigal, na Zona 7, onde foi assessor do então diretor Basílio Baccarin, que foi vereador entre 1997-2000. Em 1968 passou em concurso para professor do curso de Geografia Regional, da recém-fundada Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras, uma das unidades de ensino superior que deram origem à Universidade Estadual de Maringá, onde foi chefe do Departamento de Geografia várias vezes. Aureo Moro se casou no mesmo ano de 1968 com a professora Odete Starke Moro com quem teve dois filhos: Cesar Fernando Moro e Sergio Fernando Moro, que se formou em Direito pela UEM em 1995.

Fogaça iniciou o curso de Direito na UFPG, mas graduou-se em 2002 na Universidade Estadual de Maringá. Em 20023 fez especialização no XIII Curso de Preparação à Magistratura, com o título “Sistema financeiro nacional – Crimes de gestão fraudulenta e temerária”, tendo como orientador Alberto Luis Marques dos Santos, apucaranense e juiz da 4ª Vara Cível de Maringá.

Nascido em Itararé (P), o desembargador começou sua vida profissional no serviço público como motorista do Ministério Público, em Ponta Grossa. Entre 1999 e 2005 foi servidor da Justiça Federal em Ponta Grossa, Paranavaí e Curitiba, ingressando em seguida na magistratura paranaense como juiz substituto.

Anderson Fogaça também é mestre em Direito pelo Centro Universitário Internacional (Uninter), defendendo a dissertação “Judicialização da Saúde: novas repostas para velhos problemas”, e doutorando pela Universidade Federal do Paraná. É juiz de Direito do TJPR desde 2005, sendo juiz eleitoral nas comarcas de Sarandi, Quedas do Iguaçu, Laranjeiras do Sul e Piraquara. Foi juiz suplente do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná em 2015, juiz auxiliar da 2ª Vice-Presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Paraná (2019/2020), e da Presidência do TJPR (2021/2022).

Lauro Jardim, em O Globo, informa que o plenário do TRE-PR está dividido e que observadores apostam que o resultado será 4 a 3. São dados como votos certos contra Moro os dos desembargadores Sigurd Bengtsson, Rodrigo Sade e Julio Jacob. A favor da manutenção do maringaense no Senado estariam Luiz Panza, Guilherme Denz e o relator, Luciano Falavinha. O fiel da balança seria o desembargador Anderson Fogaça.

Moro é réu no processo movido pelo PL e pelo PT há cerca de 1 ano, em que é acusado de abuso de poder econômico, caixa 2, contratos ilegais e uso indevido de meios de comunicação. Na eventualidade de ser cassado, ainda caberá recurso ao Tribunal Superior Eleitoral. (Atualizado)

Foto: TRE-PR

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