Ditadura nunca mais!

É um período triste que não podemos permitir que retorne quando as pessoas sentiam medo de se posicionar, de comentar o que pensavam pois poderiam ser mortas

60 anos do golpe que instaurou o governo da ditadura militar no Brasil em 31 de março de 1964. Foram 21 anos (de 1964 até 1985) de retrocessos no desenvolvimento econômico e social, na cultura, nos campos e nas cidades,  marcado por crimes e atrocidades contra a população que se opunha ao regime. Tudo patrocinado pela subserviência do governo militar brasileiro aos interesses norte-americanos. Nas mesmas décadas (1960-1970), em vários países da América Latina aconteceram os golpes e a tomada do poder por militares.

A maioria das pessoas presas, assassinadas e torturadas pela polícia da ditadura militar eram jovens (mulheres e homens) na faixa dos 20 a 35 anos, estudantes, professores (as), jornalistas, ativistas sociais, políticos, religiosos e militares que não concordavam com o regime.

É um período triste que não podemos permitir que retorne quando as pessoas sentiam medo de se posicionar, de comentar o que pensavam pois poderiam ser mortas.

Coisas terríveis como os assassinatos, a ocultação de cadáveres, o desaparecimento de militantes e as torturas rondam a vida das pessoas que vivenciaram aquele período. Hoje, se sabe, a partir das narrativas da Comissão Nacional da Verdade que as torturas usavam a famosa cadeira de dragão para choques elétricos, paus de arara e para as mulheres, estupros, a colocação de ratos em suas vaginas, abortos forçados, torturas na frente dos filhos, ejaculação por parte da polícia política em cima de seus corpos dilacerados pelas torturas…

Pra quem não conhece ou não acredita que isso tudo aconteceu, sugiro que busque se informar. Comece com o livro Brasil nunca mais. O projeto Brasil: Nunca Mais foi desenvolvido pelo Conselho Mundial de Igrejas e pela Arquidiocese de São Paulo nos anos 1980, sob a coordenação do reverendo Jaime Wright e de dom Paulo Evaristo Arns. O relatório apresenta a gravidade da violação dos direitos humanos a partir da análise em vários processos da ditadura militar.

Leia também Batismo de Sangue, do Frei Beto que conta a triste história do Frei Tito, torturado pela polícia da ditadura militar. Tem também os relatórios da Comissão Nacional da Verdade aqui. Com certeza, depois de conhecer toda essa narrativa, você se somara as vozes por: Ditadura nunca mais!


(*) Tania Taitprofessora, escritora, integrante da ONG Maria do Ingá Direitos da Mulher

Foto: Projeto Brasil Nunca Mais

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