Modus operandi

Ao chamar ex-líder de Bolsonaro para tomar um café, Lula jogaria com dois pré-candidatos ao Senado: Gleisi, do seu PT, e Barros, do PP – este com a missão de dividir o bolsonarismo no Paraná

Observador político acredita que o presidente Lula quer ter um senador para chamar de seu e por isso convidou Ricardo Barros, ex-líder de Jair Bolsonaro, para um café no Palácio da Alvorada. A conversa foi revelada por Leandro Mazzini no final de semana e, até certo ponto, irritou petistas e bolsonaristas.

O deputado federal licenciado e atualmente secretário de Indústria, Comércio e Serviços, estaria em rota de colisão com o governador Carlos Massa Ratinho Junior, na disputa por partidos políticos. Ratinho tem se saído melhor que Barros nessa.

Quem conhece o maringaense pré-candidato ao Senado entende que ele repete a laranjada de 2010 contra Gustavo Fruet, ex-prefeito de Curitiba e ex-deputado federal. Falou-se muito que Barros, com Pepe Richa na primeira suplência,. fez dobradinha informal com Gleisi Hoffmann – que fez campanha em redutos de Barros – e até na queima do material impresso de Fruet no comitê central de campanha. Gleisi garantiu uma vaga e Roberto Requião venceu Fruet por 1% dos votos.

Além de falarem sobre a estratégia para garantir Sergio Moro fora do Senado, a ideia de Lula e Barros conversarem visaria ao presidente jogar com dois candidatos – um do PT (Gleisi) e outro para rachar o bolsonarismo (Barros), repetindo a informalidade da campanha de 2010. Conhecido como office boy de luxo da política, que a quase tudo se presta, o maringaense deve ter feito mais um bom negócio.

Foto: Arquivo

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