Polarização se repetirá em Maringá?

Com proximidade entre os grupos do PP e do PSD, crescem chances de repetição da polarização nacional na eleição municipal (na foto, Delegado Jacovós, do PL de Bolsonaro, e Humberto Henrique, do PT de Lula)
A posse de Karina Rissardo como secretária de Saúde, ontem à tarde no Auditório Hélio Moreira, no paço municipal, foi concorrida: além dos ocupantes de cargos comissionados “estimulados” a participar, estava lá o deputado federal licenciado Ricardo Barros (PP).
A presença do pepista, que já teve a mãe da secretária como assessora, reforçou a tese de que Barros e Maia se uniram “umbilicalmente”, como disse um vereador. No mesmo dia o vice provocou uma crise na chapa de pré-candidatos a vereador pelo MDB, fazendo com que os partidos que estão nas mãos de Barros procurassem os “abandonados por Scabora”. A crise teria sido meticulosamente idealizada.
Uma eventual parceria dos dois – um se elegeu criticando o domínio político do outro – hoje seria até compreendida, e teria começado com o Hospital Municipal da Criança, também promessa de ano eleitoral. Lançar um pré-candidato sem carisma e simpatia faria parte do acordo, de “devolução” do presente dado por Barros a Ulisses em 2020, a fracassada candidatura da Coronel Audilene, “entabulada segundo “fechada”, diz a lenda, na casa de um experiente vereador. “O que está acontecendo transcende a política”, comentou um deputado estadual. Com ambos se afagando, os extremos podem se destacar.
Um analista político nacional acredita por exemplo que a polarização entre PL, partido do ex-presidente inelegível, e PT, partido do atual presidente, permanecerá ao menos até 2026. Em Maringá, isso significaria Delegado Jacovós de um lado, e Humberto Henrique de outro. Os demais seriam enxergados pelos eleitores como o “mais do mesmo”, em que vale tudo para ter um poder que nem sempre vem (perguntem para Silvio Barros II, que sofreu uma derrota impensável em 2016). E sempre tem alguém para lembrar a Bíblia: “Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca”.
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