Cris Lauer atacou a primeira-dama do país e mentiu da tribuna da Câmara de Maringá, o que poderia caracterizar quebra de decoro; sindicato de servidores públicos federais pedem punição à vereadora do Partido Novo.
A manifestação da vereadora Cristianne Costa Lauer (Partido Novo), a única integrante da atual legislatura processada por improbidade administrativa, a respeito da primeira-dama Janja da Silva e de mentiras sobre o socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul, levou o Sindicato dos Servidores Públicos Federais em Saúde, Trabalho, Previdência e Ação Social do Estado do Paraná a pedir que o presidente da Câmara de Maringá, Mário Hossokawa (PP), puna a parlamentar.
O ofício da entidade foi encaminhado ao presidente da casa legislativa no dia 10, e diz que a Diretoria Colegiada do Sindprevs/PR, que representa trabalhadores do seguro e seguridade social do Estado, “repudia veemente a fala da vereadora Cris Lauer, do Partido Novo. A referida vereadora, durante pronunciamento na Câmara de Vereadores, num ato insano, mentiu sobre o socorro às vitimas da tragédia do RS. Além de fazer ataques machistas à primeira-dama do pais, também mentiu dizendo que governo veio para matar e roubar”.
“É um absurdo o que estas pessoas, que deveriam ocupar seu mandato para ajudar a população, fazem campanha para arrecadar alimentos, água, roupas e material de limpeza, aja com total falta de caráter para proferir mentiras sobre o apoio do Exército e governo fFederal às vitimas que estão sofrendo com a tragédia que já chegou a 85% dos municípios gaúchos, deixando mais de 1,7 milhão de desabrigados, ceifando a vida de mais de 110 pessoas”, diz o documento.
“A sociedade paranaense e brasileira exige, senhor presidente da Câmara dos Vereadores, que se puna exemplarmente esta vereadora pela sua falta de decoro, pois atitudes nefastas mancham a honra desta Casa Legislativa Municipal.
Com certeza, o povo de Maringá vai dar resposta à altura, demitindo pessoas avessas à verdade e ao convívio democrático, que desfilam ódio e praticam a necropolítica, visando as mais de cento e dez pessoas mortas, tripudiando sobre os desabrigados. Aguardamos a Vossa manifestação!”. O Sindprevs;PR també,m encaminhou cópia do ofício ao Ministério Público Estadual,. Procuradoria Geral da República e Presidência da República.
Segundo advogado e ex-vereador, a fala de Lauer caracterizaria falta de decoro parlamentar e ela deveria responder procedimento baseado no Código de Ética do Legislativo. No próximo dia 10, porém, a vereadora participará de audiência de instrução na ação ajuizada em 2022 pelo MPPR por improbidade administrativa (enriquecimento ilícito).
