Pecha de ʽladrão de joiasʼ mina discurso de Bolsonaro

Antes de ser indiciado pela PF, ex-presidente havia retomado viagens para pedir votos
De Bernardo Mello Franco, em O Globo:
A Polícia Federal indiciou Jair Bolsonaro por três crimes no rolo das joias. (…) Os investigadores concluíram que o ex-presidente se apropriou indevidamente de bens da União. Depois de surrupiar o patrimônio público, ele resolveu transformar as pedras em dinheiro vivo. Para isso, mobilizou civis e militares num esquema de desvio, contrabando e ocultação de valores.
A investigação mina um dos pilares da propaganda bolsonarista: o discurso de que o capitão pode ter muitos defeitos, mas é honesto. O mito da probidade não combina com a pecha de ladrão de joias.
O ex-presidente é inocente até que se prove o contrário, mas terá que lidar com uma acusação de fácil entendimento popular. Segundo a PF, ele usou o cargo para afanar relógios, colares e abotoaduras em ouro e diamante. Ontem seu advogado não quis comentar as conclusões da polícia.
O caso ressurge num momento em que Bolsonaro voltava a exibir força política. O capitão iniciou o ano nas cordas. Chegou a se esconder numa embaixada com medo de ser preso. Nos últimos meses, retomou as viagens para pedir votos nas eleições municipais. Agora terá que dividir o tempo entre o palanque e a defesa no STF. Leia na íntegra aqui (para assinantes).
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