Em que realidade vivemos após a formatura

Nada seria um problema se o modelo de privatização tivesse fiscalização independente, controle social e a serviço do nosso desenvolvimento como nação, como em muitos países
Por Geraldo Serathiuk
Quando saímos da Universidade nos anos 80, o setor publico (união, estados e municípios) geravam 80% dos empregos e vivemos sob recessão até 2003. Aproximadamente estávamos com 45 anos. Tudo isso atingiu o nosso destino.
Vieram as privatizações nos anos 90 e hoje quem gera 80% dos empregos é o setor privado. Nada seria um problema se o modelo de privatização tivesse fiscalização independente, controle social e a serviço do nosso desenvolvimento como nação, como em muitos países. Para piorar este modelo de privatização é aquele onde o setor privado é exportador de produtos primários, gera 78% dos empregos abaixo de 2 salários mínimos e de baixa qualidade.
O que faz pessoas com curso superior serem majoritárias nas saídas definitivas conforme os relatórios da Receita Federal, que acompanho, mesmo aposentado. Situação que levou o governo atual a fazer acordo com os bolsistas que vivem e trabalham no exterior, para prestarem serviço para o país lá fora, como forma de pagamento, pois, milhares não querem voltar.
Quadro que se agravou muito após a crise iniciada em 2015.
Sabendo que a reindustrialização para gerar empregos com melhores salários e qualidade não será tão rápida, continuaremos a assistir ao envio de mão de obra formada de forma gratuita e a desqualificação política, em um período que a taxa de natalidade cai e envelhecemos.
(*) Geraldo Serathiuk foi superintendente do Ministério do Trabalho no Paraná
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