Câmara de Maringá faz e fiscaliza leis e, portanto, vereadora deve ser punida pelo ato de improbidade cometido e confessado em áudio; Deltan Dallagnol foi o deputado federal mais votado do Paraná e perdeu o mandato por desrespeito à legislação e não houve nenhuma revolução popular
Em maio do ano passado, o ex-procurador Deltan Dallagnol (hoje no Partido Novo) teve seu mandato cassado. Foi o deputado federal mais votado do Paraná, com 344.917 mil votos. Perdeu o mandato por não respeitar a lei, base do estado de direito com seu conjunto de normas.
A sua cassação deu-se dentro do processo legal. Não houve nenhuma revolução popular por conta de Deltan perder o mandato, por ter sido o mais votado do estado. Prevaleceu a lei.
Daí a responsabilidade dos atuais vereadores que compõem a atual legislatura, que termina no final do ano, têm em punir a vereadora Cris Lauer, do Partido Novo, que é ré confessa na burla à legislação, após o devido processo de ampla defesa, prestes a receber sentença em ação por improbidade administrativa. Apesar da capivara, ela foi a mais votada na eleição deste ano em Maringá, que teve a ausência de mais de 85 mil eleitores.
Para alguns legisladores, a confissão, a ação civil pública e a relação tóxica de 4 anos de mandato com a vereadora não são suficientes para simplesmente aplicar a lei. Alguém duvida que não fosse um político não haveria punição?
Os vereadores que votarem pela impunidade, um dos maiores problemas deste país quando se refere a políticos e poderosos, estarão votando contra a lei que, por obrigação, têm que confeccionar e fiscalizar. A sociedade deve acompanhar de perto, sob pena de todo ato irregular tornar-se regra de normalidade daqui para a frente.
“Restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos!”, já dizia o jornalista, escritor e radialista Sérgio Porto, sob o pseudônimo de Stanislaw Ponte Preta.
Fotos: Marquinhos Oliveira/Pablo Valadares
