Na administração, tratam de forma diferente ex-secretários que foram candidatos e tiveram votações desiguais
Clóvis Melo, candidato a vereador pelo PSD e que fez menos de 400 votos, será nomeado superintendente da Secretaria de Aceleração Econômica e Turismo (Saet). A medida é vista como um prêmio de consolação a ele, mesmo tendo feito votação inexpressiva e ter criticado publicamente o candidato Edson Scabora. Clovis foi secretário de Saúde.
Por outro lado, é estranho o silêncio em relação a Victor Simião, candidato a vereador pelo PSB e que fez 1.727 votos, que só não foi eleito em razão da chapa montada por Domingos Trevizan, presidente do patido. Houve uma conversa reservada entre Simião e Maia, e ficou acordado a volta dele à Secretaria de Cultura. Entretanto, Maia saiu de férias e o jovem político ficou no silêncio.
Experiente observador político disse ter ouvido mais de uma vez que Simião é um dos nomes mais elogiados pelo grupo da Família Barros tanto em relação ao que fez na gestão municipal como pela expressiva votação para vereador. “Se Maia não der o cargo a Simião, é provável que Silvio Barros II dê. Ele e Ricardo Barros são mais estrategistas”, afirma.
Ana Nerry, candidata a vice-prefeita derrotada, voltou à secretaria de Juventude e Cidadania – o que seria o natural também com Simião. Agora, visto as traições e acordos feitos recentemente, é provável que, mais uma vez, a palavra não seja cumprida.
