A vida imita a vida

Como em Maringá, em Campo Mourão uma ação quer cassar chapa acusada de ter ‘laranjas’; alvos são Raquel de Morais (lá) e Isa da Comunicação (cá)
O PSD de Campo Mourão entrou com uma ação de investigação eleitoral que pede a cassação de toda a chapa do PP, informa Sid Sauer. Em Maringá, o PSD também elegeu dois vereadores, só que aqui o partido é alvo de uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral por fraude à cota de gênero.
Há em comum, porém, um fato, ou melhor, um país: Itália.
Na Justiça Eleitoral mourãoense a alegação feita pelo PSD é de que houve uma candidatura fictícia para atingir a cota de gênero. A candidata “laranja” teria sido Sandra Raquel da Silva de Morais, que fez 9 votos. Se a justiça acatar a ação, os votos a todos os candidatos do partido podem ser anulados, como ocorreria aqui.
Na ação, e aí está a coincidência, o partido diz que Raquel de Morais mora na Itália, não fez campanha, não prestou contas e não fez nenhum voto na seção em que vota. Houve um pedido de renúncia da candidatura dela em 20 de setembro, que foi indeferido pela Justiça Eleitoral. Em Maringá, a candidata apontada como laranja, a fotógrafa Isabela Cantieri (Isa da Comunicação) também estava na Itália em pleno período eleitoral, tendo retornado faltando 20 dias para o pleito. Ela fez 11 votos.
Enquanto a mourãoense do PP não registrou receita nem despesa de campanha, a maringaense recebeu R$ 641,90 do então candidato Edson Scabora para fazer “colinha” para o dia das eleições.
Em Maringá também existe uma Aije para investigar o suposto e eventual mesmo tipo de fraude à cota de gêneros envolvendo o Partido Novo, sigla que teve a candidata mais votada da eleição, e que também escapou de perder o mandato por causa de ação por falta de ética e decoro parlamentar. O mais votado da eleição de 2022, Flávio Mantovani (PSD), perdeu o mandato na atual legislatura por infidelidade partidária. Bacurau, seu substituto, por ter mudado de partido (estava na Rede e foi para o PSDB), perdeu a vaga Chrystian Ronaldo da Silva, o Urso. A próxima legislatura pode perder também Odair Fogueteiro (PP), por perda de direitos políticos na ação do nepotismo. O futuro secretário de Esportes e Lazer, Paulo Biazon (União), escapou de punição após ter sido acusado de falsificar documento oficial. O estrago entre vereadores maringaenses este ano só não foi maior porque o vereador Rafael Roza Camacho (Partido Novo) não foi formalmente processado por falsidade ideológica, por ter firmado documento com uma informação e depois ele se próprio se desmentiu.
PS – Em mensagem, Isabela Cantieri informa que ela nem o partido “nunca fomos notificados sobre isso e não há qualquer ação na Justiça Eleitoral sobre essa denúncia infundada! Isso não procede”.
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