Em Londrina, Marcelo Belinati disse que vai ler pareceres jurídicos para decidir sobre veto ou não ao aumento da remuneração de prefeito eleito.
De Pedro Marconi, na Folha de Londrina:
A poucos dias de finalizar o segundo mandato à frente da Prefeitura de Londrina, o prefeito Marcelo Belinati (PP) tem uma decisão a tomar que vai impactar de forma direta a próxima administração, que será liderada por Tiago Amaral (PSD). Está nas mãos da atual gestão a análise do projeto de lei que aumenta o salário do secretariado municipal e do vice-prefeito de R$ 14,4 mil e R$ 9,1 mil, respectivamente, para R$ 21,9 mil a partir do ano que vem.
O texto foi aprovado na Câmara a toque de caixa na semana passada a pedido do futuro chefe do Executivo, que alegou dificuldade em encontrar pessoas qualificadas para as funções com a remuneração de hoje. Existe um receio da equipe do prefeito eleito de que se a legislação não for sancionada neste ano poderá haver questionamentos futuros. Em entrevista à Folha na quinta-feira, Tiago disse acreditar que Belinati vai aprovar o texto, que ele será “republicano”.
“Também tenho que ler os pareceres jurídicos da Câmara de Vereadores e com calma decidir se sanciono ou se veto. É importante que as pessoas saibam que se caso vetar o projeto volta para a Câmara e ela derruba. É feita uma sessão e os vereadores vão analisar o veto e com dez votos se derruba”, despistou Belinati. (leia mais).
PS – O futuro prefeito de Londrina ganhará vencimentos bem menores que o de Maringá, cidade que é menor que a Capital do Café. A diferença chega a mais de R$ 15,6 mil, se o veto do Executivo não for mantido; já a diferença atual é de R$ 12 mil a menos para o prefeito londrinense, considerando seu futuro subsídio. Maringá é gastona.
Foto: Marcelo Dias/NCom
