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Um ano conturbado

Vereadores de Maringá, que devem dar a Silvio Barros II (PP) o maior vencimento entre os 399 prefeitos do Paraná, terão sessões extraordinárias para criar os cargos de assessores da nova legislatura, que por algum “esquecimento” não foram formalizados este ano

A Câmara de Maringá, que se reúne às 9h30 para apreciar (e, provavelmente derrubar) o veto do Executivo ao aumento de mais de 10% ao prefeito eleito Silvio Barros II (PP), a seus secretários e aos 23 vereadores eleitos em outubro, vai entrar para os anais do ano em que aquele poder enfrentou mais problemas.

Muitos culpam o Jurídico da casa, desde um episódio antigo envolvendo cassação de mandato. O certo é que, pressionados pela futura gestão, votarão com gosto, na maioria dos casos, o reajuste que sairá do bolso do contribuinte mas está sendo questionado judicialmente, pois o Sismmar também vai pedir o mesmo índice para todos os demais servidores públicos. Esta porém não é a única herança ruim da atual legislatura, além da quantidade enorme de requerimentos e projetos homenageando centenas de eleitores. 2025 também começará conturbado.

A Câmara de Maringá também vai se reunir pela primeira vez em sua história por causa de um erro, digamos, básico: criaram-se oito cadeiras a mais, mas se esqueceram de criar os cargos de cada novo gabinete. Os novos vereadores tomarão posse no dia 1º, e de cara serão convocados para sessões extraordinárias nos dias 2, 3 e 4. Vão aprovar a criação de seus respectivos assessores e mais os criados para acomodar os interesses da turma na hora do voto. A expectativa é de que, com esse “esquecimento” os novos assessores só recebem seus salários no final de fevereiro.

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