O ambiente é de pura divergência, não só de ideias, mas também de egos inflados e maneiras opostas de fazer política
Em uma cidade, o ano mal começou e já tem bafafá político no ar. O prefeito, que não perde tempo, indicou seu líder na Câmara Municipal. A postagem oficial veio acompanhada de uma enxurrada de comentários, uns elogiosos (de cargos comissionados e amigos do líder, claro) e outros nem tanto. Aliás, nem a campanha coordenada para inflar o ego do vereador conseguiu abafar a chuva de críticas que caiu nos comentários.
Parte da insatisfação do público talvez esteja relacionada a questões antigas que o vereador carrega nas costas. Mas o que realmente chamou atenção foi o discurso do prefeito. Ele exaltou a “experiência” do escolhido, destacando, sem o menor pudor, uma trajetória política que inclui uma condenação por nepotismo. Isso mesmo, a tal experiência rendeu uma ação judicial que se arrasta há mais de duas décadas. E não é que o homem tentou transformar isso em currículo?
Enquanto isso, os bastidores da Câmara prometem ferver. São 23 vereadores, e boa parte deles mal se suporta. O ambiente é de pura divergência, não só de ideias, mas também de egos inflados e maneiras opostas de fazer política. Há quem questione: será que dentro do partido do prefeito não havia outro nome mais alinhado para o cargo? Ou será que o líder escolhido é o único disposto a carregar o fardo de uma base já rachada?
E como se não bastasse, um suplente do mesmo partido já anda espalhando nos corredores que está pronto para assumir a vaga ainda no primeiro semestre de 2025. Se ele sabe de algo que a gente ainda não sabe, só o tempo dirá. Mas uma coisa é certa: com essa liderança, 2025 promete ser um ano agitado, para o bem ou para o caos.
Há muito nessa administração que me chama a atenção queridos, e como sempre fiz, irei acompanhar de perto e cobrar tanto o novo prefeito quanto os novos vereadores.
Da sua líder das informações veladas e escondidas nos bastidores, Madame Savage.
