Traição, lealdade e reviravoltas: essa trama promete um desfecho digno de palácios
Era uma vez, num reino não tão distante, um ex-rei que, ao deixar o trono, acreditava que sua influência ainda governaria. Porém, os tempos mudaram, e agora ele enfrenta um desafio que pode manchar seu legado: a aprovação de suas contas na nova corte. Com uma composição repleta de desavenças e poucas afinidades com o antigo monarca, conquistar os votos virou um verdadeiro jogo de xadrez.
No centro desse embate estão dois antigos aliados que agora ocupam assentos nobres. De um lado, o ex-secretário fiel, que mandava e desmandava em várias áreas do reino e conseguiu se reeleger vereador. Ele segue tentando costurar acordos e apagar incêndios políticos, mesmo balançando entre a camaradagem com o ex-rei e a necessidade de sobreviver na corte atual. De outro, o ex-assessor, que está em seu primeiro mandato e já ocupa um lugar de destaque na mesa diretiva. Jovem, mas afiado, ele aprendeu rápido as regras do jogo e não parece disposto a seguir cegamente os comandos do antigo mentor.
Enquanto o ex-secretário tenta garantir votos a favor, o ex-assessor pode ser o responsável por tirá-los. Será esse um ato de vingança por antigas mágoas eleitorais, quando o ex-rei disparou palavras afiadas contra ele? Ou apenas uma jogada estratégica para marcar sua independência no tabuleiro político?
O reino assiste curioso. De um lado, um ex-secretário que se desdobra para salvar as contas do antigo monarca, tentando apagar o impacto de vetos e pacotes de medidas que alguns nobres ainda não engoliram. Do outro, um ex-assessor que, agora mais poderoso, parece disposto a mostrar que aprendeu a arte da política com o próprio mentor.
Traição, lealdade e reviravoltas: essa trama promete um desfecho digno de palácios. Será que o antigo rei conseguirá contornar a situação e sair vitorioso? Ou seu reinado ficará para sempre marcado pelo tiro certeiro de quem um dia foi seu aprendiz?
A famosa frase da Dama de Copas, no filme Alice no País das Maravilhas, cairia bem: “Cortem a cabeça!”.
Da sua humilde serva das informações nunca faladas, mas sempre sabidas, Madame Savage.
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