Em cidade sem problemas é assim

Vereadora pepista se preocupa com pauta de costumes
A vereadora Giselli Bianchini (PP), eleita com urna eletrônica em 2024, apresentou projeto de lei “para garantir que o acesso e o uso de banheiros sejam feitos de acordo com o sexo biológico, protegendo a privacidade, a segurança e o bem-estar de todos, especialmente de nossas crianças e mulheres”. Optou, como se previa, por pautas de costume ao invés de cuidar de carências da cidade. O tema vem sendo debatido em nível nacional há algum tempo.
Em rede social, afirmou que a biologia não é uma questão de opinião, e, obviamente, reafirmou a defesa da família. Uma busca no Google antes de apresentar o projeto economizaria para os cofres públicos. Lá está: “O acesso a banheiros deve ser feito de acordo com a identidade de gênero, e não com o sexo biológico. A identidade de gênero é o gênero que a pessoa se identifica, e não o sexo que lhe foi atribuído no nascimento. Alguns exemplos de decisões que consideram a identidade de gênero no uso de banheiros são: A União dos Escoteiros do Brasil (UEB) decidiu que a divisão de banheiros deve ser feita de acordo com o gênero, e não com o sexo biológico; e o governo do Distrito Federal permite que o uso de banheiros em escolas seja feito de acordo com a orientação sexual”.
O de Bianchini, que defendeu a intervenção militar defronte o Tiro de Guerra, é mais um projeto de lei que visam a proibir o uso de banheiros e vestiários públicos unissex. Os autores geralmente são os que não utilizam banheiros de avião quando viajam. Normalmente os projetos não passam por uma CCJ. Enquanto isso, não se mexem em fiscalizar o Executivo e verificar contratos públicos que não existem legalmente, em garantir a propriedade de espaços públicos como o Horto Florestal, fora saúde, educação, segurança etc.
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