Pra quê, né?

Reportagem da RPC omite créditos em reportagem sobre preservação da calçada histórica em Maringá

Hoje um canal de televisão publicou reportagem sobre a calçada histórica defronte o Grande Hotel/Hotel Bandeirantes, que escapou de ser destruído por questão de minutos, na semana passada. O caso aconteceu na quinta-feira e foi detalhado aqui.

O canal de televisão é a RPC/Globo, cuja postura ética provocou indignação em vários jornalistas, inclusive com nota de repúdio da Unijore (União dos Jornalistas e Escritores de Maringá), entidade presidida por Maria Inês Botelho. A reportagem levada ao ar hoje na hora do almoço não fez questão de citar o autor da fotografia, o jornalista e o site que a publicou e o pesquisador que ao ver a imagem relembrou o fato. Não há créditos, simples assim. Resumiram a “descoberta” à citação de “um jornalista”.

Uma pena que a RPC se apequene ao não dar o devido crédito, coisa que é comum até em blog de terceira linha. É o mínimo, assim como colocar link em postagens de outros sites, citando-os. No caso em questão, não omitindo nomes: a fotografia é de Edivaldo Magro, o texto publicado pelo Maringá News, o pesquisador José Carlos Cecílio, de São Paulo, reconheceu o risco de o piso histórico ser destruído, e a partir daí houve contatos (das 13h19 às 19h46) entre Angelo Rigon e o secretário de Obras Públicas, Artur Tunes, que aparece na reportagem, que também fez contato com JC Cecílio. Foi Tunes quem mobilizou o que podia para preservar o bloco de concreto na calçada marcando a virada de ano de 1954 a 1955.

“O crédito é um elemento básico da produção jornalística” e “configura-se em um dos princípios da ética jornalística”, como lembra trabalho de Aldo Antonio Schmitz. É pouco? Mas tem quem se sinta orgulhoso de ter ajudado a manter, na obra do eixo monumental, o triângulo de coqueiros idealizado por Annibal Bianchini da Rocha, o Jardineiro de Maringá, que também foi ignorado no projeto originalmente aprovado pela administração anterior. (Atualizado)

Foto: Reprodução/Globoplay