Campanhas antecipadas e permanentes

Quero destacar três vídeos gravados por políticos paranaenses que vimos nos últimos dias

Falar que políticos profissionais estão em campanhas eleitorais antecipadas é redundância, pois sempre, em tudo em cada gesto ou fala, estarão. Quero destacar três vídeos que vimos nos últimos dias:

O presidente da Alep, Alexandre Curi,  em Paranavaí, dizendo que era um forma de aproximação com o povo, que a assembleia paranaense é a única do  Brasil que devolve recursos. Outro do secretário Guto Silva, comparando os gastos de uma família, comparando com gastos do governo (federal, fez questão de destacar), e que isso levaria carestia dos alimentos, querendo parecer uma preocupação com os amigos do ‘Face’ e pode ser. Em comum entre Curi e Guto é que ambos sonham em ser o futuro governador, contando com apoio do governador e tão importante com a ajuda do pai do governador, que segundo dizem tem preferência por um deles, mas não direi. 

O terceiro vídeo é do ex-prefeito Ulisses Maia, no Dia das Mulheres, distribuindo flores no terminal urbano. Disse que fez isso nos 8 anos de mandato e que continuava, o que provaria que não se trataria de um gesto político, mas de respeito. Pode até ser, mas tenho a sensação de que estava agradando mais as eleitoras do que as mulheres propriamente, visando as eleições ano ano que vem. Campanhas antecipadas, permanentes, que só acabarão quando a política não for profissional, ou  houver um profissionalismo de carreira. 

Uma sugestão: Todos começariam como vereador, ficariam em dois mandatos no máximo, teriam que se candidatar a deputado estadual (dois mandatos no máximo), federal, senador, depois prefeito, governador, presidente. Os que optassem pelo Executivo começariam por secretário, prefeito, governador, presidente. Dois mandatos no máximo, sem possibilidade de voltar, nunca mais (a não ser na próxima encarnação) ao mesmo cargo. Em cada cargo, se não fossem eleitos na primeira disputa, poderiam tentar mais duas vezes.