A verdade é que a vida sem um cargo importante não é tão glamorosa assim
Ah, minha gente, se tem uma coisa que nunca sai de moda na política é a arte do beija-mão. E olha quem voltou para a fila do aperto de mãos e tapinhas nas costas? Ele mesmo, um ex-prefeito de uma importante cidade do Paraná, que jurou de pés juntos que nunca mais pisaria nos domínios de uma influente família política. Mas, como dizem, a necessidade faz a gente engolir o orgulho. E, no caso dele, também as próprias palavras.
A história é digna de uma tragédia grega teatral. Depois de anos de rompimento, onde jurou independência e se colocou como o grande inimigo do clã, o ex-prefeito volta de mansinho, ainda soltando umas farpinhas para não pegar tão mal. Mas a verdade é que a vida sem um cargo importante não é tão glamourosa assim. Agora ele precisa de um empurrãozinho para entrar no governo estadual. O problema? Seu nome não está bem cotado por lá. Motivo? Ah, meu amor, infidelidade política tem preço. E a conta chegou.
Agora, vejam só a ironia. Ele adora bater no peito e se declarar o maior, o melhor, o mais incrível. Mas se sua gestão foi tão impecável, se ele é tão poderoso e influente, por que precisa recorrer ao “ex-inimigo” para conseguir uma vaguinha no governo? Pois é. Talvez o tamanho político do moço seja um pouquinho menor do que ele imagina.
A história me lembra a do filho pródigo da Bíblia, aquele que gastou tudo e depois voltou arrependido. Mas aqui temos uma versão moderna e sem arrependimentos. Ele volta porque precisa, mas ainda tenta fazer cara de paisagem, como se estivesse ali por livre e espontânea vontade. Mas, minha filha, todo mundo sabe que quando ele quer algo, beija até anel, sapato e, se precisar, até pede desculpa pelo que não fez.
Agora é esperar para ver se o padrinho político resolve dar a benção ou se o ex-prefeito vai ter que procurar outro santo para rezar. Só sei que, assim que conseguir o que quer, pode apostar que o ranço volta. E a pose de “eu sou independente” retorna com força total.
Mas é como diz o Eclesiastes. Não há nada novo debaixo do sol. Só alianças refeitas, discursos reciclados e promessas esquecidas.
Que venham os próximos capítulos, porque aqui, de camarote e salto alto, Madame Savage não perde uma fofoca do poder.
Daquela que deixa até os deus do Olimpo de cabelo em pé, Madame Savage.
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