Personalização, personificação, não sei como definir…


Não gosto como ocupantes de cargos públicos usam a primeira pessoa do singular
Outro dia ouvi o prefeito Silvio II dizer que para obras no Contorno Sul, que podem custar R$ 300 milhões, Ratinho Junior garantiu, liberou os recursos. Penso que o correto seria dizer que o governo do estado garantiu os recursos.
Prefeito, governador, presidente da República são personagens, personalidades, na verdade denominação, personificação de entes governamentais: prefeitura, governo estadual, governo federal. Não gosto como ocupantes de cargos públicos usam a primeira pessoa do singular, como acontecia com o então secretário no começo dos anos 2000, que costumava dizer que Lula deu Bolsa Família, que Bolsonaro comprou vacinas, deu auxílio emergencial, que fulano acabou com a fome, nada disso me parece correto.
Quem faz e acontecer são os governos e governos são compostos de toda equipe e até de membros da oposição, pois sem os votos de vereadores, deputados e senadores que não são alinhados aos ocupantes dos cargos, muitas vezes não será possível liberar recursos. Portanto, o ideal é que tenhamos mais o uso de nós, menos de eu, e ele.
Mas entendo que faz parte da eterna campanha política que se vive e no caso de Silvio e mais uma força para a de Ratinho a presidente, talvez até inconscientemente e de quebra citando a pessoa que ‘mais trouxe recursos para Maringá’, Ricardo Barros, que sem ele a cidade não seria o que é. Melhor dizendo, sem o pai, a mãe, os filhos, os netos, sem os Barros, que há muitos anos trabalham pelo povo e para o povo de Maringá, este pujante município estaria bem mais atrasado.
Não é crítica, e se for a considere construtiva, caro Silvio. Apenas a exposição do que penso, sinceramente, estudando o maior filósofo de que se tem notícia, e que você sempre diz que segue. A personificação, personalização, não sei como definir, do Amor, Jesus Cristo.
PS: O nosso governo municipal vai bem. O Mussio, por exemplo é um grande trabalhador, sem ele o Silvio não conseguiria fazer muitas coisas, e sem os servidores o Mussio, não trabalharia tanto. Vá e não pequem mais, diria o Mestre de Nazaré. Estou tentando seguir a recomendação.
Fotos: Adrien Olichon/cottonbro studio/Pexels