O Despertar de Madame Savage: Navegando no Caos de Maringá

Hoje o chá será servido fervendo. Vamos às revelações que fazem tremer até os lustres da prefeitura

Meus doces leitores, preparem seus leques e ajustem seus assentos, pois Madame Savage está aqui, e hoje o chá será servido fervendo. Eu avisei que minha paciência era uma flor delicada, e, como tudo que é belo e raro, murchou. Vamos às revelações que fazem tremer até os lustres da prefeitura.

Silvio Barros, meu caro capitão, permita-me perguntar: você está ao leme ou apenas decorando o convés? Maringá balança como um navio em tempestade, e seus marinheiros mais parecem dançarinos desajeitados tentando se equilibrar. O temido Bovo, que um dia foi o farol desse barco, é agora apenas uma sombra nostálgica. E na Secretaria de Governo? Onde se esperava estratégia e articulação, o que se vê é burocracia empilhada. Quem governa não governa, e quem deveria resolver problemas só os coleciona. Trocar o comando ali? Diria que é uma ideia mais refrescante que a brisa do Parque do Ingá.

Ah, mas não vamos ancorar tão cedo. Rememos até a Secretaria de Educação, onde cabeças que já deveriam estar no chão continuam intactas. Seis meses de gestão e faltam sulfite, uniformes e, acreditem, até vergonha. Mas há quem diga que os protegidos têm padrinhos que são mais sólidos que um busto de bronze. E quando o apadrinhamento é a matéria-prima da administração, o resultado não poderia ser outro: uma tragicomédia educacional.

E falando em comédia, vamos ao setor de serviços públicos. A Maringá do cangaço acabou faz tempo, mas o espírito de aventura irresponsável segue vivo. Aumentaram as multas de roçada, é verdade, mas o mato alto não é o único problema que cresce nessa cidade. O que não cresce, é a disposição de assumir a responsabilidades. A finada gestão já passou, todos queremos saber do agora. Será que a gestão virou um jogo de esconde-esconde?

Agora, meus queridinhos, sussurremos sobre a Fazenda. Eu até poderia revelar os padrinhos que protegem aquele território como dragões sobre tesouros, mas prefiro deixá-los suando mais do que quem chega atrasado na fila do ISS. Vou guardar esse banquete para outro dia, afinal, Madame Savage tem seus encantos e sabe quando deixar os poderosos de plantão com o coração acelerado.

Por hoje, despeço-me. Mas não se enganem: enquanto os poderosos cochilam, eu estou sempre de olhos bem abertos.

Daquela que dá limites à sua paciência, 
Madame Savage.