Agressões físicas de alunos contra professores e pais colocando escuta na mochila dos alunos mostram situação difícil na educação maringaense
Não é fácil se professor (a) da rede pública de ensino. Além do salário injusto, exigências no cumprimento da função que não estimulam o desenvolvimento profissional, agora pais estão instalando escutas nas mochilas dos filhos para monitorar o trabalho dos educadores municipais.
O caso da escuta na mochila da menina, conforme veiculado ontem em reportagem de Jota Junior no programa Cidade Alerta, apresentado por Nader Khalil na RICtv, está no contexto da desconfiança de que uma criança com espectro autista estaria sofrendo maus-tratos. As gravações feitas mostram a voz de uma mulher falando alto e serão periciadas.
Em média na rede municipal são 30 alunos por turma, alguns com TDAH e autistas e apenas uma professora. Agressões físicas também são registradas contra professoras, como aconteceu na Escola Rosa Palma Planas (foto). Houve neste caso mordidas diversas e cabelo arrancado por aluno. A situação se repete em outras unidades, deixando professoras da rede municipal emocionalmente abaladas.
Ontem, no Centro Municipal de Educação Infantil José Pacheco dos Santos, um pai de aluno, que estava muito alterado, causou escândalo, dizendo palavrões e fazendo ameaças contra servidores. E tudo por causa de um áudio gravado de forma clandestina em que a professora teria sido supostamente agressiva. A professora ameaçada pelo pai, no vídeo, sequer estava no CMEI, pois está afastada para tratamento médico.
