Gaeco prende oficial da PM

Prisão preventiva de major foi realizada nesta manhã durante operação policial

O major Alexandro Gomes foi um dos alvos de operação realizada nesta manhã pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado. Ele comanda desde julho de 2022 a 3ª Companhia Independente de Polícia Militar, em Loanda, e estava no condomínio de alto padrão na avenida Carlos Correia Borges, em Maringá. Ele já trabalhou no 4º BPM.

Ainda não há informações detalhadas da operação. Há cerca de um mês Alexandro Marcolino Gomes recebeu a Medalha “Tenente-Coronel PM Joel Pinheiro”, concedida pela 5ª CIPM na solenidade alusiva ao 11º aniversário da unidade, em Cianorte. Maior honraria da 5ª CIPM a medalha reconhece o “comprometimento, dedicação e excelência no cumprimento da missão policial militar”. Detalhes da operação serão dados às 11h pelo Gaeco. Militares estariam envolvidos na cobrança de propina. Os mandados também foram cumpridos em Sarandi, Loanda, Santa Isabel do Ivaí e Planaltina do Paraná. Recentemente o major teria sido cumprido um mandado de busca e apreensão.

Uma nota do MP informou que a Corregedoria da Polícia Militar do Paraná, em apoio ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, “cumpriu medidas judiciais contra militares estaduais que atuam na região Noroeste do Estado. As ações têm como objetivo apurar indícios de prática criminosa por parte dos investigados, a partir da análise de dados realizada pelos núcleos do Gaeco de Umuarama e Maringá.

As ordens judiciais de busca e apreensão, expedidas pela Vara da Auditoria da Justiça Militar Estadual (VAJME), foram cumpridas nas residências e nos locais de trabalho dos investigados. Além disso, uma prisão preventiva e uma medida de liberdade monitorada também foram executadas na data de hoje.

No âmbito administrativo e criminal, será instaurado o devido procedimento para apuração dos fatos, com a garantia do contraditório e da ampla defesa aos envolvidos. A Polícia Militar do Paraná reafirma seu compromisso com a legalidade, a moralidade e a transparência, não compactuando com qualquer conduta que se desvie dos preceitos legais”.

Fotos: Redes sociais/Victor Hugo