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Busca e apreensão

Oficial preso ontem em Maringá já havia sido alvo de mandado judicial antes de assumir o comando da PM de Loanda

O major Alexandro Marcolino Gomes, comandante da PM de Loanda desde 2022 e preso ontem na Operação Zero Um, em 2017, quando era tenente, foi alvo de mandado de busca e apreensão naquela cidade, de onde saiu para se tornar chefe da seção de Planejamento e Operações do 4º Batalhão de Polícia Militar, em Maringá.

Boletim da PM naquele ano confirma cumprimento de mandado judicial (sem ilicitude/drogas para o consumo pessoal), na rua Nilo Peçanha, região central de Loanda. Alexandro foi levado coercitivamente, dirigindo seu próprio VW Bora, depois do cumprimento do mandado por equipe formada pelo capitão Moisés Ceschin, pelo sargento José Roberto Franco de Lima e o soldado Alexander Hodas. A busca foi realizada na quitinete onde ele residia, resultando em apreensão de seu celular e outros itens eletrônicos de processamento e armazenagem de dados e documentos.

Durante a busca o sargento Franco encontrou dentro do guarda roupas uma caixa metálica, contendo 11 ampolas de substâncias “com descrições rotulares interligadas” (misturas anabolizantes), “sendo que tais itens aparentemente estariam em fase de uso, haja vista o conteúdo dos frascos”. Na época as ampolas foram fotografadas e as imagens enviadas ao núcleo do Gaeco em Maringá. O então tenente Alexandro, indagado pelo capitão Ceschin, disse que os objetos citados seriam “para uso próprio em tempo pretérito”. Cinco anos depois deste fato ele foi nomeado comandante da 3ª Companhia da PM de Loanda.

Foto: Polícia Militar

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