Presidência da Câmara vai terceirizar a execução do Hino a Maringá uma vez por mês por R$ 22 mil
Os vereadores de Maringá não precisarão mais cantar o Hino a Maringá, de autoria do ex-vereador e ex-deputado federal Ary de Lima e do maestro Aniceto Matti. A presidência do Legislativo está inovando e pretende gastar até R$ 22 mil por ano para contratar cantores para fazer o papel, sempre na primeira sessão ordinária de cada mês.
O aviso de contratação (dispensa) foi publicado no dia 7, prazo a partir do qual, durante três dias, abriu-se o período de credenciamento. O processo está em andamento, mas nos bastidores já se sabe que uma entidade que tem luz vai vencer.
De acordo com o publicado, será contratada uma instituição sem fins lucrativos, com sede em Maringá, “que tenha por finalidade estatutária apoiar, captar e executar atividades de ensino, para o desenvolvimento de ações culturais nas áreas musical e artística, de inquestionável reputação ética e profissional, para executar o Hino à Maringá na primeira sessão plenária ordinária de cada mês da Câmara Municipal de Maringá”.
Esta é a primeira vez na história do Legislativo maringaense em que se contrata, pelo período de 12 meses, um grupo de músicos para cantar o hino da cidade; até agora, executava-se através de áudio e os próprios vereadores e presentes à galeria entoavam a obra.
Ainda de acordo com o certame, o conjunto deve ter de 3 a 5 membros, que receberão R$ 2 mil por apresentação, sendo R$ 400 por músico. As sessões acontecem hoje sempre às terças e quintas-feiras, às 9h30, entre 1º de fevereiro a 15 de julho e de 1º de agosto a 15 de dezembro. A empresa poderá subcontratar diferentes artistas para a execução contratada.
Recentemente, a Câmara de Maringá abriu licitação disposta a pagar até R$ 143.484,72 por serviços de recepcionista, embora possua três recepcionistas em seu quadro funcional. Também anunciou-se que o aluguel de R$ 22 mensais para o anexo continuará sendo contratado mesmo após a conclusão da ampliação do prédio do Legislativo, para poder acomodar os 25 novos cargos comissionados que serão contratados após a sanção (ou promulgação) da lei aprovada no final das luzes do primeiro semestre deste ano legislativo. A concessão de diárias também cresceu na atual gestão da Câmara, aumentando quase 10 vezes o que foi gasto no ano passado.
