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Situações inacreditáveis

Será que pensam que todos somos idiotas, imbecis, com deficiência de cognição?

Na semana que se finda ouvimos falas que nos levam a situações inacreditáveis, e a palavra inacreditáveis no sentido de: em que não se pode acreditar; incrível, surpreendente, fora do comum; extraordinário, excessivo. Que não se pode admitir nem conceber como verdadeiro; inimaginável, inconcebível. Vamos falar de 3:

1 –  A tranquilidade com que o general Mário Fernandes, ex-secretário executivo de Bolsonaro, admitiu ser autor do plano que definiu “Punhal Verde e Amarelo” e disse que foi um “pensamento digitalizado”. Disse que se arrependeu de ter digitalizado, mas em momento algum negou que pensou em assassinatos do presidente e vice, eleitos, então, e do ministro Alexandre de Moraes. Inacreditável, por isso e como muitos ainda dizem que não havia plano para um golpe.

2 –  Inacreditável, como um comentarista, experiente jornalista, chamado a comentar o assunto tenha dito que achou normal, que não houve tentativa de censura, no que foi veemente rebatido pelo Rigon e diplomaticamente, mas com não menos contundência, da Regeane, Daniel e professor Jorge, que levantou dúvidas, indiretamente, sobre a sanidade do comentarista. Com todo respeito, e até uma certa pena, penso que é preciso acabar com os comentaristas à distância, pois a experiência com outro radical lá do Vale do Paraíba deu ruim.  Acho que poderia ficar fazendo participações sobre assuntos do tempo, basquete, falar da Assembleia, do governo estadual e ser proibido de tocar em assuntos nacionais. Não dá, não.

3 – Inacreditável, finalmente, como a presidente da Câmara, a Majô, ainda tenta nos convencer que é  necessário o aumento de 25 assessores no já inchado quadro de comissionados e até de servidores efetivos, no Legislativo maringaense. Segundo Joel Cavalcante, colunista da CBN,  ela insiste em dizer que precisa do aumento, que só no primeiro semestre foram mais de 2.000 recursos (não entendi, digo eu). Que o aumento de vereadores aumentou a demanda. Absurdo, presidente, digo eu mais uma vez. Será que a senhora pensa que todos somos idiotas, imbecis, com deficiência de cognição? Afirmo sem  medo de errar que não há serviço efetivo nem para os 4 atuais assessores de cada vereador. O próprio quadro de efetivos está inchado. Por que não diz que há ou houve um acordo e que está apenas cumprindo ordem dos cabeças da cidade,  para acomodar, dar remuneração a pessoas de confiança deles e de deputados?

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