Conhecendo os extremistas, promotores de confusão, é possível que alguns, ao votar começariam a gritar que digitou um número e saiu outro
Há um bom tempo, sempre aos domingos, nos deparamos com um grupo de pessoas coletando assinatura para um projeto, visando para que as cédulas sejam impressas e haja contagem pública, logo com quem quiser participar, nas próprias seções eleitorais, ao encerramento do período de votação, cada eleição.
Nunca havia parado para conversar com os voluntários, por discordar frontalmente da proposta, que considero um retrocesso e pode gerar muitas confusões.
No último domingo fiz a foto acima, parei para conversar e fiquei sabendo a iniciativa estaria, que aqui conta professores aposentados, estaria em todo o Brasil, por iniciativa de um promotor ou procurador de justiça do MS, salvo engano um bolsonarista, bem extremista.
Expliquei que sou contra, pois não haveria segurança nem para conferência, pelo eleitor, da impressão do voto e conferência, pois conhecendo os extremistas, promotores de confusão, é possível que alguns, ao votar começariam a gritar que digitou um número e saiu outro. Isso obrigaria a parar a votação e providências dos mesários, que teriam que chamar representantes da Justiça Eleitoral. Imaginem isso orquestrado, em diversos pontos. Seria o caos.
Se tudo corresse bem, imaginem em regiões dominadas pelo crime organizado, numa sala pequena, a tentativa de acompanhar a contagem, por um multidão que o local não comportasse. Uma cédula que fosse desviada, já daria, repito confusão. Então poderia ser como antigamente, as urnas levadas para os ginásios de esporte, para a tutela da Justiça, entregues pelo presidente da mesa? O risco de roubo e furto das mesmas, seria grande. Amostragem de 5% por exemplo? Pode ser uma ideia, com segurança reforçada nesses locais. Legislação rigorosa com penas pesadas para quem tentasse fraudar e ou tumultuar o processo.
A verdade é que o processo é muito mais seguro do que no tempo das cédulas em papel, e quem participou como escrutinador, com eu, sabe do que estamos falando.
A democracia brasileira ficou mais forte, com as urnas eletrônicas, e não há que se falar que democracia só com contagem pública de votos.
