A fintech do Mohamad

Operação descobriu que a BK Bank disfarçava transações ilegais por meio de contas de difícil rastreamento e levavam a postos de gasolina fantasmas, ligados à distribuidora Aster e à formuladora Copape
De Karen Couto, no site O Bastidor:
A fintech usada por Mohamad Hussein Mourad para movimentar bilhões em recursos do crime organizado foi descrita pela Receita Federal e pelo Ministério Público como um “buraco negro” no sistema financeiro. Segundo as investigações do Gaeco, a BK Bank disfarçava transações ilegais por meio de contas de difícil rastreamento — e, em cinco anos, girou 46 bilhões de reais. A BK Bank, antiga Berlin Finance, já foi investigada na CPI da Covid e hoje mantém contratos com estados e municípios.
O esquema veio à tona na operação Carbono Oculto, que partiu de maquininhas de cartão escondidas em casas de jogo clandestinas em Santos. As transações levavam a postos de gasolina fantasmas, ligados à distribuidora Aster — suspensa pela ANP — e à formuladora Copape, ambas associadas a Mourad. No centro da engrenagem, a fintech operava contas bolsão: contas únicas que recebem e enviam dinheiro de vários clientes ao mesmo tempo, sem individualização. O controle era feito por fora da contabilidade. Quem depositava ou recebia simplesmente não existia para os sistemas de fiscalização. Leia mais.
Foto: Prefeitura de Barigui