Palavrão, nunca


Palavras de baixo calão manifestam um vazio da alma
Palavrão é uma palavra obscena, grosseira ou pornográfica, cujo uso pode ofender a quem dela é alvo. É interessante observar que os palavrões fazem parte de determinados campos semânticos, porém, nossa atitude ou relação não é emocionalmente neutra, nos diz Antônio José Sandmann, num artigo Palavrão: Formas de abrandamento.
Sobre o abrandamento, diz ele: com frequência usa-se abreviações como formas e destacam-se a soletração dos fonemas iniciais: (estar na) eme, pqp, sifo. Substitui-se fonema, às vezes mais de um, do palavrão: (sempre a) lesma lerda, poxa, puxa, diacho, desgracido, desgramado, desgranido, do italiano porco sio por porco dio, sio can por dio can.
Mas os palavrões, dentre tantos que ouvimos nos últimos dias, que nos motivaram a trazer essas reflexões foram, um usado por um deputado, em xingamento a seu pai, político de destaque (VTNC, seu ingrato do c*alho) e os um pastor usando expressões como c*ete (sinônimo de porrete), e falando, literalmente ‘merda’.
Comentando, fiz a seguinte postagem: ‘Sou de um tempo em que, nem em pensamento, um filho usava, se dirigindo ao pai, uma expressão de baixo calão que até hoje não uso, por questão de educação, nem com os políticos de quem não gosto, e tenho dificuldades para digitar até a sigla, que começa com v, que alguns escrevem em letras maiúsculas (VTNC). Talvez porque nunca ouvi dos meus pais tal expressão, nem qualquer outro palavrão. Nossa mãe nos dizia que quando se falasse palavras como desgraça e desgraçado, Deus ‘virava’ as costas para quem falou, por 3 dias’.
Lemos e ouvimos muitos minimizando o uso de palavrões, sob o argumento de quase todos os falamos em conversas privadas. E você, caro leitor, costuma dizer palavrões? O que você pensa disso? Vejamos um texto da Redação do Momento Espírita:
‘Para muitas pessoas, dizer palavrões é uma forma de aliviar tensões. Para outras, um modo descontraído de falar. E, para alguns, ainda, um jeito brasileiro de se comunicar. Tão só pela riqueza de vocabulário que a língua portuguesa nos oferece, o uso de palavrões já seria dispensável. Mas há objeções espirituais ao uso de expressões de baixo calão.
Tudo na Natureza é uma forma de energia. Os nossos órgãos físicos filtram e interpretam as vibrações energéticas ou fluídicas, dando-nos a imagem, o som, o cheiro, a luminosidade, a densidade e a cor. Um objeto qualquer faz vibrar as moléculas do ar. Essa vibração chega aos nossos ouvidos a uma velocidade de trezentos e quarenta metros por segundo. De acordo com a sua frequência, o ouvido transmitirá ao cérebro uma informação que será interpretada como o som de uma buzina, ou a musicalidade de um violino.
Se no mundo físico o ar é o veículo do som, no mundo espiritual os fluidos são o veículo dos pensamentos emitidos. A além da sonoridade conhecida das palavras existe uma outra mensagem, inaudível aos ouvidos humanos, mas que o Espírito sempre capta, de uma forma ou de outra.
Os palavrões produzem agressividade sonora, e a vulgaridade mental que atinge quem os escuta , prejudica muito mais a quem o diz, porque cria em torno da pessoa uma psicosfera negativa, propiciando sintonia com Espíritos inferiores.
Palavras de baixo calão manifestam um vazio da alma. Para quem diz aliviar tensões com os mesmos, lembramos que ao colocarmos para fora uma violência contida, não estamos nos livrando dela, mas fortalecendo o nosso lado agressivo.
Ao nos referirmos à questão, recordamos a lição de um Espírito amigo: ‘As palavras carregam consigo a realidade interior de quem as profere’.
Os Espíritos se comunicam pela linguagem do pensamento. Apesar de os menos evoluídos terem a impressão de falar, na verdade é o seu pensamento que faz a comunicação. O pensamento produz imagens no mundo espiritual. São justamente essas imagens que atraem para junto de nós os Espíritos que se afinam com elas’.
Concluindo, digo eu: Palavrão, nunca. É falta de educação, imoral, inadmissível na religião do cristão.
Foto: Luis Molinero/Freepik